domingo, 5 de abril de 2009

Abril de Sim Abril de Não



Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.


Manuel Alegre30 Anos de Poesia
Publicações Dom Quixote

13 comentários:

Isa disse...

É com muita emoção que relembro esses dias.Horas de susto:seria um golpe de Kaúlza? Seria a "nossa malta",finalmente?
A resposta chegou.Fomos para a rua
e abracei pessoas q. viviam aquele
dia como nós.Ñ sabia quem eram.Que
importava?!
Bem hajas,Amiga!Nós somos do Abril
de SIM.
Beijoo.
isa.

Jorge P.G disse...

Pois é, minha amiga, mas pena tenho eu de que Alegre já não se recorde muito bem desse Abril que ajudou a cantar.
Segundo parece, vai fazer campanha ao lado do "patrão". se tal acontecer, morreu para mim o mAnuel Alegre que conheci e estimei.
Os homens mudam, sim, até pode ser um sinal saudável, mas mudar tanto é demais para mim.

Um abraço para ti.

aflores disse...

Era um jovem trabalhador-estudante quando a revolução de Abril aconteceu. Vi naquele dia, a concretização de sonhos de diversos meses do ano....de anos... e aquele Abril finalmente chegou.
Abril de esperança pintado, de lágrimas a correr pelo rosto e, a certeza que jamais iria ver a minha mãe ser presa e o meu avô materno a ser preso e torturado. É por esses que tanto lutaram e acreditaram, que também eu continuo a sonhar e acreditar...que SIM, A Revolução de Abril jamais morrerá enquanto o meu e o coração de muitos bater.

aflores disse...

A emoção (quando se fala no "nosso Abril") aparece sempre...até me esqueci da saudação habitual..Tudo de bom.

Bem-hajas

Abraço

alex disse...

Amiga
"Nesta revolução singular onde cravos foram simbolos e a música o código para uma nova era,Portugal cantou nas praças nas ruas, nos campos que : O povo é quem mais ordena, dentro de ti ó cidade...."
Prof
Vaz Nuno

alex disse...

Abraço solidário
um bom domingo e obrigada por ires visitar o meu espaço


beijo

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

O vento soprou
Tão doce e sereno
Tocou-me ao de leve
Girou sentimentos
Dormentes, silentes
Que em vôo rasante
Tocaram o chão.
O fundo da alma
fez-se de cor de ouro
Castanho ou laranja
Deu frutos já secos
De um doce amargo
Surgiu o Outono
No meu coração.
(Lique, 2004)

Uma boa semana, plena de amor e carinho
Eduardo Poisl

Riscos e Rabiscos disse...

Impunha-se relembrar aqui Abril e, por inerência, Manuel Alegre. O tempo o dirá...

SILÊNCIO CULPADO disse...

Cata-Vento
Porque o tempo apaga o que acreditámos mas não o que sonhámos.

Das cinzas nascerá uma canção porque neste Abril distante há quem procure o Abril de outrora.


Abraço

heretico disse...

Abril, sim. Sempre!...

(mesmo quando não...)

beijos

alex disse...

Pois è amiga sou novata nisto eu também não vejo mensagem nenhuma ando aqui as voltas para apagá-la .Mas depois do teu beijinho já vai ficar assim, genero livro em branco
obrigado pelo jinho que retribuo
e uma boa semana

elvira carvalho disse...

Abril de dó é realmente tudo o que restou daquela festa que encheu os nossos corações de alegria e esperança.
Um abraço e uma boa semana

Andradarte disse...

Gostei do conteudo daqui.
Nunca esquecerei Abril, pois estive no quartel do Carmo, enquanto decorriam as negociações.Tenho a imagem de Salgueiro Maia no Blindado.....
Boa jornada.
Beijo